[CINEMA - CRÍTICA] UM LIMITE ENTRE NÓS
- 1 de mar. de 2017
- 2 min de leitura

Em parceria com a Aliança de Blogueiros - RJ, fui à cabine de imprensa de "Um limite entre nós", produção dirigida por Denzel Washington, que também o traz como ator principal, ao lado da brilhante Viola Davis. O filme, que se passa na década de 50, conta a história de Troy, um homem negro que trabalha como coletor de lixo e leva uma vida mediana com sua família, composta por sua esposa, Rose (Viola), seu filho, Cory (Jovan Adepo) e seu irmão, Gabriel (Mykelti Williamson), que sofre com problemas mentais decorrentes da 2ª guerra.
Desde o início, principalmente em função das conversas de Troy com seu amigo Jim Bono (Stephen Henderson), é possível notar que nosso protagonista está estagnado em um lugar que, confirmamos adiante, não é o bastante para ele. Seu comportamento vez ou outra agressivo e seu ceticismo em relação ao futuro proveniente de acontecimentos passados, confirmam que Troy acredita que aquela vida simplória é a única que cabe aos negros viverem.
Essa é, resumidamente, toda a trama que sustenta a produção. O desenrolar dela é apresentado através de acontecimentos cotidianos. Bom, se a trama parece insuficiente para sustentar uma produção de mais de duas horas, vou lhes contar o que realmente me fez achar o filme sensacional: a atuação de Denzel e Viola. Como Denzel interpreta o personagem principal, que faz todas as tramas secundárias acontecerem, é normal que receba muitos elogios e seja destacado incansavelmente. Mas, apesar de ter me impressionado muitíssimo com ele, foi Viola quem roubou a cena para mim. Quando você recebe um papel que tem menos aparições e talvez até destaque, mas rouba a cena não deixando nada a desejar, então é preciso reconhecer e aplaudir isso.
Se você está em busca de atuações viscerais, dessas que te fazem se colocar na pele do personagem e sentir cada coisinha junto com eles, então você precisa conferir "Um limite entre nós", de preferência, na estreia mesmo. Mas, se você é um fã de grandes produções comerciais, pode acabar se decepcionando um pouco com o filme.

E o motivo é bem simples: "Um limite entre nós" está situado em uma linha muitíssimo tênue entre o teatro e o cinema. A produção está repleta de repetidos e longos monólogos, que talvez não funcionem tão bem diante de uma câmera parada. Além disso, há uma enorme limitação no quesito cenário. As cenas se concentram e se repetem principalmente em três lugares: na parte da frente da casa; na parte de trás e na cozinha. Isso, contudo, não foi um problema para mim. Sou fã de teatro e acho magnífico quando os atores conseguem passar para as câmeras, as emoções intensas e arrebatadoras dos palcos. Por se tratem de veículos completamente diferentes, não é todo ator que consegue esse feito.
Então vocês já sabem: assistam "Um limite entre nós" se quiserem atuações impecáveis e de tirar o fôlego. Mas se estiverem mais interessados em cenários extraordinários, fotografia esplêndida (estilo La La Land) e efeitos especiais, sugiro que procurem outro filme.
O filme estreia nas salas de cinema de todo o Brasil no dia 02/03/2017. Agradecimento superespecial a Maisa e a Rafa por tornarem essa experiência possível.




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